Ontem, antes de dormir, eu estava lendo o livro Vendedor de Sonhos de Augusto Cury quando me deparei com um trecho belíssimo e fiquei pensando que poderia dividir com vocês...rs
É o seguinte:
- Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até seus filhotes para trás. Devastavam tudo que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
"As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: 'Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão fraco?'. Os abutres bradaram: 'Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!'. Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
"Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: 'Maluca! Está querendo ser heroína!'. Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: 'Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem'."
...
- Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidade doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para sere pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade amando desconhecidos e fazendo por eles o que está a seu alcance. Sejam dignos das suas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes atos.




Eu sei que é grande, mas vale muito a pena ler. Achei muito legal esse trecho que já fala por si só, é bem profundo e inteligente...rs.. Estou adorando e já recomendo pra todo mundo. O livro é uma mistura de Cult e Humor...
Faço minhas as palavras do personagem Júlio César de Augusto Cury : "Tenho que admitir que agi como hiena e abutre em muitos momentos da minha vida; agora preciso aprender a agir como uma insignificante e brava andorinha".
That's It!

4 comentários:

RenataCAndrade disse...

Gi, amei essa sitação...O livro parece ser muito bom e bem real a nossa realidade....Bjus

DannynhaMansani disse...

Gi bonitinha, como sempre seus posts são fofos! O fato, e o que eu sempre digo, é que existe no mundo mto mais pessoas pra te jogarem pra baixo do que pra te esticarem a mão. Conte nas suas festas e nos momentos de alegria e bem-aventuraça quantos amigos você tem, depois conte-os novamente nos seus piores dias, e verá que por mais triste que possa parecer, as pessoas são assim. Se todos fizessem um minimo de esforço para ser melhor,não para os outros, mas para si mesmo, se fossem mais sinceros, mais humildes, menos perfeccionistas e iindividualistas com certeza viveriamos num lugar melhor. Beijokinhas

Ka "Mclean" disse...

Nossa Ke lindo Gi !!! Adorei.... palavras muito sábias... lindo!!

Ananda disse...

Oi, Gi! Saudades, lindona!
Adoro essas situações "figuradas" pq as vezes nós faz enxergar muito mais do que se as palavras fossem ditas claramente na nossa cara... Sei que nem sempre somos andorinhas mas a proporção de hienas e abutres que encontramos nos caminhos fazem com que quase esqueçamos da utilidade de nossas asas. Concordo com a Dannynha e acrescento: aqueles que não estão dispostos a fazer nada para ajudar o outro (se preocupam apenas em salvar a si próprios) e questiona e critica a quem se dispõe a fazer ainda que o mínimo que lhe é permitido mas com o coração aberto, são pessoas frustradas, egoístas e as vezes até invejosas. Pq não são capazes de se doar, ficam incomodadas com a grandeza de espírito das outras.
Muito lindo o texto!
Beijos, fofa!